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O renascimento dos roteiros puramente de cinema

julho 26, 2010

Por Edu Fernandes

 Da Redação UOL Cinema 

Há mais de 30 anos era lançado o primeiro filme (ou seria o quarto?) da franquia “Star Wars” e assim começou uma onda de grandes histórias escritas diretamente para o cinema. Esses universos oriundos do meio cinematográfico são muito propícios para o licenciamento de produtos e a criação de “spin-offs” (como “Caravana da Coragem” foi para “Star Wars”).

Depois das naves e sabres de luz, foi a vez de Indiana Jones, “Karatê Kid“, “De Volta para o Futuro” e tantos outros que renderam muito lucro para os estúdios. Em 1999 surge “Matrix“, o último grande nome do século.

A partir daí, parece que os produtores ficaram mais temerosos e só apostaram em adaptações de outros meios e remakes quando o assunto era grandes lançamentos de cinema.

Com a virada do milênio, a indústria ficou por dez anos nessa tendência, com “O Senhor dos Anéis” e Harry Potter sendo os maiores representantes do mundo literário que se transformaram em franquias de sucesso. Nessa época, as histórias em quadrinhos tornaram-se outro grande celeiro de enredos lucrativos.

Parecia que os roteiros originais iriam ficar restritos a pequenos projetos autorais e produções independentes, como “Pequena Miss Sunshine“. Até que, depois de mais de 10 anos de preparação, James Cameron traz para as telas o mundo de Pandora, com idioma e biosfera próprios.

Menos de um ano depois do fenômeno que foi “Avatar“, Christopher Nolan apresenta um mundo de sonhos com “A Origem”, uma estreia de respeito nos Estados Unidos.

Como os dois cineastas conseguiram quebrar essa realidade de que nada mais poderia ser criado pensando diretamente em cinema? O peso que seus nomes têm na indústria com certeza foi um fator determinante. Vale lembrar que, antes dos títulos em questão, ambos dirigiram filmes que quebraram a barreira de US$ 1 bilhão em bilheteria – James Cameron com “Titanic” e Christopher Nolan com “Batman – O Cavaleiro das Trevas“.

Outro elemento que faz os executivos de Hollywood acender o sinal verde para um projeto são os nomes do elenco.

Nesse ponto, “A Origem” tem estrelas saindo pelo ladrão. Encabeçado por Leonardo DiCaprio, os demais atores de destaque são: Ellen Page, Ken Watanabe, Marion Cotillard e Michael Caine – todos eles ganhadores ou indicados ao Oscar em anos passados.

Para “Avatar”, Cameron convidou sua parceira de longa data Sigourney Weaver e tinha como protagonista Sam Worthington. Na época do lançamento, o ator australiano já era conhecido por seu trabalho em “O Exterminador do Futuro: A Salvação” , no qual era coadjuvante e roubou a cena – da mesma forma que Harrison Ford fez em “Star Wars”, antes de ganhar sua franquia própria com Indiana Jones.

A esperança é que o medo extremo dos investidores tenha sido ao menos aliviado com a resposta positiva desses dois títulos. A lição que se tira é que algumas leis do cinema são as mesmas desde a época dos filmes mudos: grandes nomes e boas histórias são suficientes para atrair espectadores para as salas de projeção.

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